Gestão de Vulnerabilidades e Gestão de Riscos:
Por que você nunca vai corrigir todos os bugs.
No mundo ideal da TI, todos os sistemas estariam sempre atualizados, todos os patches seriam aplicados no minuto do lançamento e não haveria uma única falha de segurança no ambiente. No mundo real, porém, o volume de novas vulnerabilidades cresce de forma exponencial.
A verdade que poucos admitem é: sua empresa nunca vai corrigir todos os bugs. E, acredite ou não, tentar fazer isso pode ser uma estratégia perigosa.
Abaixo, exploramos a diferença vital entre gerir vulnerabilidades e gerir riscos, e como a Auzac Cybersecurity ajuda empresas a focar no que realmente importa.
A Armadilha da Gestão de Vulnerabilidades (Vulnerability Management)
A gestão de vulnerabilidades é o processo técnico de identificar, classificar e remediar falhas em softwares e hardwares. Ferramentas de scan de vulnerabilidades entregam relatórios com milhares de itens, muitas vezes classificados como "Críticos", "Altos", "Médios" ou "Baixos".
O problema? O volume. Se o seu time de TI focar apenas em "limpar a lista", ele estará em uma roda de hamster. Enquanto corrigem 10 falhas, 20 novas são descobertas. Além disso, nem toda vulnerabilidade "crítica" representa um perigo real para o seu negócio específico.
O Diferencial da Gestão de Riscos (Risk-Based Management)
A gestão de riscos é a camada de inteligência que vem acima da técnica. Ela não pergunta apenas "Qual é o tamanho desse bug?", mas sim:
Qual o valor do ativo? (Essa falha está no servidor de banco de dados dos clientes ou no computador da recepção?)
Qual a probabilidade de exploração? (Existe um exploit público circulando? O invasor precisa estar dentro da rede ou pode fazer isso pela internet?)
Qual o impacto no negócio? (Se esse sistema cair, a empresa para de faturar?)
A regra de ouro: Uma vulnerabilidade "Média" em um servidor central que processa pagamentos é muito mais perigosa do que uma vulnerabilidade "Crítica" em uma impressora isolada da rede.
Por que você não deve (e não consegue) corrigir tudo?
1. Fadiga de Patches e Custo de Oportunidade
Cada atualização exige testes, janelas de manutenção e risco de indisponibilidade. Se o seu time gasta 100% do tempo aplicando patches em sistemas irrelevantes, eles não têm tempo para inovar ou para monitorar ameaças ativas.
2. O Risco de Indisponibilidade
Às vezes, o "remédio" (o patch) quebra uma aplicação legada essencial para a empresa. Na Gestão de Riscos, você pode decidir não corrigir o bug, mas sim cercá-lo com controles de segurança adicionais (compensatory controls).
Como Priorizar: O Framework de Decisão Auzac
Para sair do modo reativo e entrar no modo estratégico, siga este fluxo de priorização:
Passo 1: Contextualização do Ativo
Classifique seus ativos em níveis de criticidade (Ex: Bronze, Prata, Ouro e Diamante). Foque seus esforços onde os dados sensíveis residem.
Passo 2: Inteligência de Ameaças (Threat Intel)
Cruze seus dados com informações externas. A vulnerabilidade tem sido usada em ataques recentes de Ransomware? Se sim, ela sobe para o topo da lista imediatamente, independentemente da nota técnica (CVSS).
Passo 3: Analise a Exposição
O ativo está exposto à internet? Existe autenticação multifator (MFA) protegendo o acesso? A exposição direta aumenta drasticamente a prioridade.
Passo 4: Remediação, Mitigação ou Aceitação
Remediar: Aplicar o patch e resolver o problema.
Mitigar: Não pode atualizar agora? Isole o servidor em uma VLAN separada ou reforce as regras de firewall.
Aceitar: O risco é tão baixo e o custo de correção tão alto que a diretoria decide conviver com ele (decisão documentada).
Deixe de "apagar incêndios" e comece a proteger o valor
A segurança moderna não se mede pela quantidade de bugs corrigidos, mas pela redução da probabilidade de um impacto financeiro ou operacional. Ao migrar da gestão de vulnerabilidades pura para uma Gestão de Riscos Inteligente, sua empresa ganha agilidade, economiza recursos e, acima de tudo, torna-se um alvo muito mais difícil para os cibercriminosos.
Na Auzac Cybersecurity, ajudamos sua empresa a filtrar o ruído e focar no que realmente protege o seu faturamento e sua reputação.
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