Empresa de TI no ABC

O Cerco Digital ao Cinturão Industrial: A Convergência TI/TO no ABC Paulista

O Grande ABC não é apenas o berço das empresas e indústrias automobilística brasileira; é hoje um laboratório vivo da Indústria 4.0. No entanto, a mesma conectividade que promete produtividade recorde está expondo vulnerabilidades históricas. A convergência entre a Tecnologia da Informação (TI) e a Tecnologia Operacional (TO) deixou de ser uma tendência para se tornar um risco iminente de segurança nacional e econômica.

1. A Anatomia da Vulnerabilidade no ABC

As fábricas de Santo André, São Bernardo e São Caetano possuem uma característica única: o hibridismo geracional. É comum encontrar braços robóticos de última geração convivendo com tornos e prensas da década de 90, todos conectados à mesma rede para fins de monitoramento de OEE (Overall Equipment Effectiveness).

Por que o risco é maior aqui?

O Efeito Dominó na Cadeia de Suprimentos

O ABC opera no sistema Just-in-Time. Um ataque de Ransomware em um fornecedor de autopeças de segundo nível em Diadema pode paralisar a linha de montagem de uma gigante em São Bernardo em poucas horas.

Protocolos Inseguros por Natureza:

Enquanto a TI usa protocolos criptografados (HTTPS, TLS), a TO utiliza protocolos como Modbus ou Profibus, criados há décadas sem qualquer camada de segurança, pois acreditava-se que essas redes jamais seriam conectadas à internet.

2. Empresa de TI trabalham na proteção de Ransomware e Sabotagem Industrial

Não estamos mais falando de "hackers adolescentes". O cenário atual envolve grupos de Cibercrime Organizado (como o LockBit ou Conti) que veem o setor industrial como um caixa eletrônico.

O Ciclo do Ataque em Ambiente Industrial

Infiltração: Geralmente via phishing no setor administrativo (TI).
Movimentação Lateral: O atacante "pula" da rede de escritórios para a rede de controle industrial (TO) através de firewalls mal configurados.
Criptografia ou Sabotagem: O hacker não apenas sequestra dados, mas pode alterar parâmetros de pressão, temperatura ou velocidade, causando danos físicos às máquinas ou riscos à vida dos operários.

3. Estratégias de Defesa das empresas de TI

Para proteger uma planta industrial no ABC, a abordagem deve ser em camadas. Não existe "bala de prata", mas sim uma combinação de processos e tecnologias.

A. Segmentação com o Modelo Purdue

A base da segurança industrial é o Modelo Purdue (ISA-95). Ele dita que deve haver zonas de controle rigorosas. Entre a rede corporativa e a rede de fábrica, deve existir uma DMZ Industrial, onde nenhum tráfego passa diretamente do Nível 4 (Empresarial) para o Nível 2 (Controle de Processo).

B. O Conceito de "Zero Trust" no Chão de Fábrica

No modelo antigo, confiávamos em qualquer dispositivo dentro da fábrica. No Zero Trust, cada sensor, CLP e IHM (Interface Homem-Máquina) deve ser verificado. Se um robô que normalmente envia 10kb de dados por hora começa a enviar 2GB para um IP na Europa Oriental, o sistema deve cortá-lo automaticamente.

4. Empresa de TI. A união entre TI e TO

O maior desafio no ABC é cultural. O engenheiro de automação prioriza a disponibilidade (a máquina não pode parar), enquanto o analista de TI prioriza a confidencialidade e integridade.

O choque de prioridades

Na TI, se houver um vírus, você desliga o servidor. Na TO, desligar um forno industrial subitamente pode causar uma explosão ou a perda de milhões em matéria-prima solidificada.

A solução

Criar grupos de trabalho híbridos. A segurança cibernética industrial deve ser uma métrica de segurança do trabalho (EHS), e não apenas um chamado de TI.

5. Checklist de Resiliência para Gestores do ABC

Se você é gestor ou técnico em uma planta na região, pergunte-se

Temos um inventário atualizado de todos os dispositivos conectados (incluindo aqueles "escondidos" por integradores)?
Existe uma política de senhas para as IHMs ou todas usam "admin/admin"?
Como é feito o acesso remoto de fornecedores para manutenção? (VPNs simples não são mais suficientes).
Existe um plano de recuperação de desastres específico para TO (backups de lógica de CLP)?

A convergência TI/TO é inevitável e necessária para a competitividade do ABC Paulista frente ao mercado global. No entanto, a produtividade não pode vir às custas da exposição total. Proteger o chão de fábrica é proteger o emprego, a economia regional e a integridade física dos colaboradores. Entre em contato com a Auzac Cybersecurity e fale agora mesmo com um de nossos analistas.

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